Taças tibetanas
As taças cantantes (singing bowls) têm a sua origem na Ásia, sendo fabricadas em países como o Tibete, Nepal, Butão, China, Japão e Coreia. As mais conhecidas entre nós são as taças tibetanas geralmente fabricadas no Nepal e Índia
Hoje em dia são utilizadas para meditação, relaxamento, bem-estar, massagem de som, prática religiosa, decoração e como instrumento musical
Em termos históricos nenhuma utilização está provada para além do seu uso como contentores de alimentos. Existem taças tibetanas datadas do século X D.C., mas o seu aparecimento pode ser anterior, pois o fabrico de instrumentos em bronze data do século X a VIII A.C.
As taças tibetanas podem ser fabricadas utilizando de 5 a 12 metais.
As taças tibetanas de 7 metais, são uma liga de bronze contendo: cobre, chumbo, zinco, ferro, mercúrio, prata e ouro, havendo tradicionalmente uma correspondência entre estes metais e os corpos celestes: Vénus, Saturno, Júpiter, Marte, Mercúrio, Lua e Sol.
As taças tibetanas “Peter Hess”, que utilizo são fabricadas no Nepal por métodos tradicionais e tem 12 metais, sendo acrescentados aos anteriores o zinco, ferro de meteoritos, bismuto, galeno e pirite, são vendidas em Portugal pela Academia Peter Hess.
A minha experiência com taças tibetanas
O meu primeiro contacto com as taças tibetanas aconteceu durante uma viagem ao Nepal em 2002. Numa loja em Katmandu fiquei fascinado pelas taças tibetanas e comprei uma como recordação de viagem.
Anos mais tarde conheci a Ingrid Ortelbach numa oficina que ela ministrou no festival Andanças, onde nos últimos 8 anos tenho participado como professor de Yoga. Entusiasmei-me ao experimentar as taças tibetanas e decidi realizar o curso de massagem de som grau I assim que possível, o que veio acontecer em 2008.
Durante o curso constatei as fantásticas capacidades das taças tibetanas no campo do relaxamento e comprei uma taça universal para usar nas minhas aulas de Yoga.
Nas aulas, ao longo do relaxamento fui tocando a taça tibetana e os alunos adoraram. Entusiasmado decidi continuar a formação em massagem de som tendo realizado o grau II. Investi em mais duas taças (“coração” e “bacia”) e a minha companheira ofereceu-me um espanta espíritos “shanti” e uns címbalos.
Mais uma vez a constatei a satisfação dos meus alunos, que me perguntavam o que estava a tocar, me diziam que tinham relaxado profundamente e elogiavam os sons agora mais variados.
Reparei que o som das taças tibetanas trazia melhores resultados que a maioria das música em CD que usava no relaxamento.
Isto reforçou o meu entusiasmo e assim decidi continuar fazendo o grau III e IV e adquirir mais material.
Ter completado a minha formação em massagem de som de Peter Hess, ajudou-me a reflectir sobre a melhor forma de utilizar as taças tibetanas no yoga.
Actualmente utilizo as taças tibetanas em aulas regulares e em workshops adaptando os sons aos objectivos que pretendo.
Pode ler este artigo completo na página 82 do livro "Taças tibetanas - A cura pelo som" de Ingrid Ortelbach pela editora Ariana
